Podemos considerar a Gestão do Conhecimento como um modelo interdisciplinar, dentro de um determinado contexto, que visa a criação, codificação e partilha do conhecimento, potenciando os processos de aprendizagem de uma forma generalizada, bem como a inovação, com recurso a ferramentas tecnológicas a par de rotinas organizacionais.
O conhecimento é, muitas vezes, visto como o resultado das relações dos seres humanos com as comunidades e redes sociais em que os mesmos estão inseridos, normalmente através do estabelecimento de rotinas organizacionais, construindo assim um conhecimento empírico. Por outro lado, são as próprias pessoas que vão influenciar e interagir com as redes onde estão inseridas e assim modificar e acrescentar valor à própria constituição e organização das mesmas. Quanto maior for uma determinada comunidade, maior a diversidade de indivíduos, de ideias, de perspectivas e, por conseguinte, maior o conhecimento.
Alguns dos aspectos e possibilidades que se devem ter em consideração quando se pensa na Gestão do Conhecimento são:
- Gerar novo conhecimento;
- Incentivar e fomentar na comunidade a participação na construção do conhecimento;
- Criar relações duradouras com os intervenientes nos processos de valorização;
- Permitir o acesso a conhecimento válido de fontes externas;
- Utilizar o conhecimento e as ferramentas acessíveis para a tomada de decisões;
- Incorporar o conhecimento em processos, produtos e/ou serviços;
- Representar o conhecimento em documentos, bases de dados e software;
- Facilitar o crescimento do conhecimento através de uma cultura de partilha e de incentivos;
- Transferir o conhecimento existente para outras partes da organização;
- Medir e avaliar o valor dos elementos activos de conhecimento e do impacto da gestão de conhecimento.